terça-feira, 9 de julho de 2013

Doença de Alzheimer revertida pela primeira vez

Investigadores canadianos usaram técnica de estimulação cerebral profunda
 
A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez no Canadá e com sucesso. Uma equipe de investigadores canadenses, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, diretamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença. O estudo vem publicado na «Annals of Neurology».
Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.
Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.
Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.
Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos elétricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.
O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.
Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.
Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolvem 50 pessoas.
 

3 comentários:

Dani disse...

Maira, meu nome é Daniela tenho 36 anos e meus pais têm alzheimer...sim, os dois! Meu pai (78) está num estágio bem avançado...perdeu a habilidade da fala, usa fralda, não dorme a noite. Precisamos dar banho, pegar no colo,dar comida na boca, etc. Minha mãe (76) é mais ativa, porém muito esquecida e bastante agressiva. Li seu relato sobre como seus pais ficaram com a saúde prejudicada por cuidar de sua avó. Minha irmã que mora com eles está magra, envelheceu e a vejo tão deprimida! Somos 4 irmãs, mas só ela não trabalha fora, então ficou cuidando deles, mas vejo que já não está aguentando. Além de ser professora, tenho dois filhos (7 e 4 anos) e isso exige muito de mim. Tenho pensado que a casa de repouso é a melhor opção, mas todos criticam tanto! Vocês passaram por isso? As pessoas julgam nossas decisões, mas não vivem a dificuldade do dia a dia. Vou passar por aqui sempre, para saber das novidades com sua vovó. Bjos e boa sorte!!!

Maíra disse...

Olá, Dani!
Bom ler seu comentário! Olha, minha querida, vou te dizer uma coisa com toda a sinceridade do mundo: até hoje, em toda a minha vida, nunca vivenciei uma situação tão difícil e desgastante quanto a de cuidar da minha avó nesse estágio mais avançado do Alzheimer! É uma doença cruel, que destrói o cuidador ainda mais do que o próprio doente! Sua irmã certamente deve estar no limite e ela precisa de ajuda! Minha mãe é filha única, então a única ajuda que tinha era a do meu pai e a minha, e ambos, desde o começo, sempre a apoiamos na decisão de colocar minha avó na Casa de Repouso. Ela relutou e suportou até seu limite, mas hoje ela admite que foi o melhor a ser feito!
Precisamos saber quando nosso limite chegou! Uma pessoa esgotada e infeliz é incapaz de cuidar de outras pessoas doentes. No final, todos saem prejudicados!

Dani, as pessoas sempre vão te julgar, independente do que você faça, porque é assim que as coisas são, infelizmente. Mas somente vocês sabem como é lidar com os pais doentes, especialmente sua irmã, que está lá todos os dias! Não deixe que o julgamento alheio destrua suas vidas! Nós precisamos aceitar que chega um momento em que precisamos de ajuda.

Beijo grande e boa sorte nas suas decisões!

Mariana Pereira disse...

Maira,
Meu nome é Mariana, meu pai tem Alzheimer, e agora buscamos uma clinica, moro no interior de São Paulo, agradeceria muito se voce me enviasse a indicação dessa clinica, pois essa hora é muito difícil, e uma boa escolha pode ajudar.

Obrigada,

Mariana